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Cuidados Paliativos: tratamento médico humanizado PDF Imprimir E-mail
Qui, 10 de Novembro de 2016 17:32

Sem dúvida, encarar de perto a morte é uma experiência que pode transformar vidas. A ideia de finitude só é realmente vista de outra forma a partir da perspectiva de um fim próximo. Afinal, os humanos não são ensinados a lidar com o fim inevitável de todos. Neste sentido, por muito tempo as profissões que lidam diretamente com este assunto não tinham as bases necessárias para administrar situações como essa. Faltava algo, uma característica primordial nas relações sociais: o fator humano. Em razão disso, o cuidado paliativo rapidamente ganhou adeptos no mundo todo, se tornando uma ferramenta importante para os cuidados médicos.

O Cuidado Paliativo é descrito pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma abordagem multidisciplinar que visa melhorar a qualidade de vida do paciente, ajudando-o nas mais diversas esferas diante da ameaça a continuidade da vida. Contudo, os primeiros registros desse método datam ainda da Antiguidade. Na Idade Média, começaram a surgir locais chamados hospices (hospedarias, em português) que eram destinados ao cuidado e tratamento de pessoas. Em 1900 algumas Irmãs da Caridade irlandesas fundaram a St. Joseph Convent em Londres, que buscavam visitar os doentes em suas casas. Dois anos depois surgiria o St. Joseph Hospice que então iniciaria a divulgação do tratamento pela Europa.

Cicely Saunders e os Cuidados Paliativos modernos

Nascida em Barnet, Hertfordshire, Inglaterra no ano de 1918, Dame Cicely Saunders dedicou sua vida a ajudar pacientes em sofrimento. Primeiramente enfermeira, posteriormente assistente social vinculada à área médica e, por fim, médica, Dame Cicely envolveu-se ativamente na divulgação dos cuidados paliativos. E todo seu esforço resultou na fundação da St. Christopher´s Hospice na Londres de 1967, que foi o primeiro hospice a reunir especialistas das mais variadas áreas.  Seu trabalho na forma de diversos artigos e livros, palestras e a própria St. Christopher ajudaram os cuidados paliativos a serem difundidos.

 

No Brasil, os cuidados paliativos vêm se desenvolvendo desde os anos 1980-90. Neste período surgiriam diversos centros e organizações relacionados ao tema. Em 1997, seria fundada a Academia Nacional de Cuidados Paliativos, organização de grande importância que auxiliou o tema a ser divulgado em solo brasileiro. Outro exemplo é o Hospital Unidade IV, inaugurado em 1998 pelo Instituto Nacional do Câncer, dedicado a essa abordagem.

É necessário conscientizar a sociedade sobre a importância dos cuidados paliativos. Os sistemas de saúde pelo mundo, embora cada vez mais modernos, ainda possuem grandes déficits, dentre os quais o cuidado a pacientes terminais ou com algum perigo de morte. Por este motivo, os Cuidados Paliativos são uma verdadeira necessidade.

 
 

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